Retalhar Portugal foi um erro

Crítica é assinada pelo madeirense Duarte Correia

    O administrador da TUI Portugal, Duarte Correia, entende que o País tem cometido erros e andado aos zigue-zagues na gestão do sector turístico.

    O madeirense vice-presidente da APAVT levou ao 38.º Congresso dos agentes de viagens a visão dos operadores que trabalham com Portugal, lamentando que não tenha existido diferenciação nenhuma na promoção; que o País tenha investido no luxo sem ter preço para oferecer; que haja demasiados hotéis de 5 estrelas a vender a preços de 3; que os fundos passem a gerir um novo negócio. “Perdemos competitividade”, “houve desequilíbrio no valor”, e “faltou acompanhar o cliente, resolver os problemas no destino e não deixar que os leve para casa”, referiu.

    Para Duarte Correia, “como vender Portugal, como trazer mais turistas e que fazer com eles” são questões que ainda se colocam. As respostas estão dadas, mas na sua óptica importa “vender através de todos o canais, tendo em atenção os erros cometido num passado recente, foram apontadas baterias apenas para um modelo de negócio e os resultados aí estão”.

    Sem entrar em considerações políticas sobre a reforma em curso para a reorganização das regiões turísticas, apenas pediu a conjugação de esforços em nome do essencial. “Portugal, Portugal, Portugal, deve ser a marca”, mas retalhado complica as contas, as acções e afirmação no contexto internacional. Mesmo assim, admite outras realidades específicas e produtos, embora com a categoria de sub-marcas, casos do Algarve, Madeira, Açores, Lisboa e Porto.

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