Presidente da APAVT exorta Estado "a ser pessoa de bem"

O presidente da APAVT pediu que o “Estado se comporte como uma pessoa de bem, pagando a tempo e horas”. Em causa os atrasos nos pagamentos das transacções comerciais, puníveis pela directiva comunitária que estabelece medidas de luta contra atrasos, bem como os juros de mora, “impossíveis de cobrar”.

Uma exigência que não serve para justificar a inacção e a ineficiências de alguns. “Quem coloca todas as responsabilidades no Estado, não apenas demonstra cobardia; fica também moralmente incapaz de exigir do Estado que exerça de forma mais efectiva essas mesmas responsabilidade”, referiu Costa Ferreira na abertura do 38.º Congresso da APAVT..

Construtor de pontes de entendimento, realça ser possível cooperação com o Estado. E deu exemplos recentes que proporcionaram uma nova lei das agências de viagens, a manutenção do estatuto que o Turismo tem em Portugal, como espera ainda a resolução da “iniquidade que representa a aplicação do regime especial do IVA às agências de viagens” e a melhoria da nova lei das regiões.

 

 

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Transporte aéreo na berlinda

Como “não há turismo sem transporte aéreo e, em Portugal, não há transporte aéreo sem a TAP”, Pedro Costa Ferreira entende que a companhia deve continuar a crescer para que cheguem mais turistas a Portugal, dinâmica nem sempre aproveitada “por simples falta de capacidade instalada”.

A TAP enfrenta um momento decisivo, demasiado mediático, mas incontornável. Mesmo assim, “a privatização é necessária”, opina, embora julgue que o facto de haver um único eventual comprador é “uma fragilidade negocial” e que o “caderno de encargos é mais importante do que o preço de venda”.