Algarve está demasiado dependente das 'low cost'

Diagnóstico é feito pelo presidente do Turismo de Portugal
Photo: ruispotter.blogspot.com
Frederico Costa pede capacidade para captar mais voos 'charter', nomeadamente para o Algarve e para a Madeira.

O presidente do Turismo de Portugal afirmou  hoje que o Algarve está demasiado dependente das companhias aéreas 'low  cost' e considerou ser necessário captar mais rotas e reequilibrar as operações  aéreas nalguns destinos turísticos.

"Temos de reequilibrar rapidamente o tipo de procura e de operação aérea  para alguns dos nossos destinos", afirmou Frederico Costa, apontando o Algarve,  que "está demasiado dependente de 'low cost' e o aeroporto do Porto, que  "está demasiado dependente de uma Ryanair.

O presidente do Turismo de Portugal salientou ainda que a diversificação  de mercados que sugeriu para os operadores turísticos também é válida para  as companhias aéreas.

"Hoje em dia dependemos, talvez demasiado, de uma operação 'low cost',  que é bem vinda, mas tudo o que seja depender demasiado de uma só marca,  um só mercado, uma só operação é sempre demasiado arriscado", sublinhou,  acrescentando que as prioridades são captar mais voos 'charter', nomeadamente  para o Algarve e para a Madeira.   

 Frederico Costa respondia assim às dúvidas de Vítor Paranhos Pereira,  da Associação de Hotelaria de Portugal, que no final de uma conferência  promovida por esta organização disse que a diversificação de mercados depende  do aumento das ligações aéreas. "Para termos novos clientes, temos de ter rotas", observou o responsável  da Associação de Hotelaria de Portugal.   

O presidente do Turismo de Portugal frisou que está em curso um programa  de captação de rotas, o qual considerou "um sucesso" e elegeu como prioridade. "Talvez seja, dentro da área da promoção, o assunto mais prioritário  porque sem aviões não há turismo", declarou.

O programa de captação de rotas resulta de uma parceria entre a ANA,  o Turismo de Portugal e as agências regionais de promoção turística, cabendo  50% do financiamento ao setor do turismo e a outra metade aos aeroportos.

"Temos uma força comercial no estrangeiro a tentar motivar as companhias  aéreas, no sentido de captar novas rotas para Portugal", adiantou Frederico  Costa.

O programa de captação de rotas iniciative.pt conta com 15 milhões de  euros e tem como objectivo dotar os aeroportos nacionais de mais 1,5 milhões  passageiros nos próximos três anos. 

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