Finalistas avançam com comboio turístico para o Funchal

    A empresa já está constituída; agora só faltam as verbas para este projecto inovador

    O Funchal vai dispor, a curto prazo, de um comboio turístico que ligará o porto à baixa da cidade e zonas históricas. O projecto, da autoria de seis alunos finalistas do curso de Turismo do ISCE, foi ontem apresentado no Hotel Meliã, num seminário em que marcaram presença dezenas de pessoas ligadas ao sector, da presidente da AP-Madeira e do director regional de Turismo.

    A ideia, explica o professor e coordenador deste projecto inovador, João Lemos, "resultou de uma aula de marketing turístico" e de um repto lançado por si aos alunos para criarem um comboio que sirva os passageiros dos paquetes e e constitua  uma ferramenta que ajude o comércio da baixa a fazer face aos efeitos da crise.  O comboio, acrescenta João Lemos, também estará acessível aos madeirenses.

    O repto lançado foi aceite por seis alunos, "que acharam a ideia excelente" e avançaram a para a criação da empresa 'Laverta Duguessi' e respectivo plano de negócios.

    "Este é um projecto interessante e julgo que será uma mais valia para a nossa cidade. Isto porque neste tempo de crise temos muitos empresários, sobretudo ligados à restauração, que estão a fechar os seus estabelecimentos por falta de clientes".

    A bordo deste comboio haverá uma guia a bordo que todos os dias vestirá um traje típico da Madeira. Constituída que está a empresa, João Lemos afirma que o próximo passo a dar pelos promotores deste projecto é analisar "fontes de financiamento. Eles vão tentar ir buscar 60 mil euros a fundos comunitários e entrar com 23 mil". Quanto à entrada em funcionamento do comboio, o objectivo é que tal aconteça  até final do corrente ano.

    O director regional do Turismo enaltece este projecto e a sua importância para o sector turístico. A oferta complementar, diz Bruno Freitas, são importantes para "o fomento da actividade turística. Quando se olha o turismo fala-se muito em promoção, mas acho que deveria ser enquadrada outra vertente, que são os serviços e ofertas complementares". É que toda a "oferta complementar que justifica a dinâmica do turismo na Região", sublinha Bruno Freitas.

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