"Lisboa tem de compensar a Madeira", caso o país seja excluído do corredor britânico

O Grupo Parlamentar do PSD alertou, hoje, para a importância de Portugal se manter no corredor aéreo britânico.

Na iniciativa realizada, esta quinta-feira (dia 3 de Setembro(, junto à Secretaria Regional do Turismo, os social-democratas lembraram que após a inclusão, a 20 de Agosto, na lista de países em que não é exigida quarentena no regresso ao Reino Unido, o turismo inglês cresceu 64% na Madeira.

“O mercado britânico é dos mais importantes para a Madeira e a inclusão de Portugal nesse corredor aéreo criou expectativas nos empresários ligados ao sector do Turismo”.

 Jaime Filipe Ramos mostrou-se apreensivo relativamente à possibilidade de o nosso país voltar a ser excluído da lista, devido ao aumento dos casos de covid-19 em Lisboa, e salienta que "esta situação será extremamente lesiva para o sector do Turismo e para a economia em geral da nossa Região", responsabilizando o Governo da República pela "incúria em termos de saúde pública".

O líder parlamentar do PSD defendeu ainda a necessidade de diferenciação da situação epidemiológica nas diferentes regiões do país, sublinhando que "a Madeira apresenta um quadro distinto, fruto da sua ultraperiferia e sobretudo das medidas de controlo implementadas pelo Governo Regional". Uma preocupação que já foi manifestada pelo executivo madeirense em correspondência com diferentes entidades nacionais e britânicas, nomeadamente o Ministro do Negócios Estrangeiros português, os Embaixadores do Reino Unido em Portugal e de Portugal no Reino Unido, assim como o Secretário de Estado dos Transportes britânico.

“A Madeira é um destino seguro e isso é reconhecido além das fronteiras nacionais, mas a verificar-se essa decisão do Reino Unido, a nossa Região será altamente penalizada, tendo em conta que a lista é feita numa lógica do País e não das Regiões. Caso se confirme a exclusão, caberá ao Governo da República compensar o sector do Turismo da Madeira reforçando os mecanismos de apoio, tal como já foi anunciado para o Algarve num valor de 300 milhões de euros, perante a forte possibilidade desta situação gerar mais desemprego e falências neste sector da economia da Região Autónoma da Madeira.”

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