Investidores de Itália e Portugal instalam hotel rural na ilha cabo-verdiana de Santo Antão

Investidores de Itália e Portugal pretendem instalar na ilha cabo-verdiana de Santo Antão um hotel rural, com 15 bangalôs e inserido na paisagem daquela que é considerada a "ilha das montanhas", conforme despacho governamental que autoriza o projeto. 

Segundo o despacho conjunto dos ministros das Finanças, Olavo Correia, e do Turismo e dos Transportes, Carlos Santos, que declara o estatuto de utilidade turística para a sua instalação, no município de Ribeira Grande, trata-se de um investimento privado de 32,5 milhões de escudos (300 mil euros).

Segundo o documento, publicado em 28 de fevereiro e ao qual a Lusa teve hoje acesso, o investimento na instalação do Hotel Rural Lombo Branco é da responsabilidade da sociedade Barlavento Hotel's, propriedade de dois sócios, um italiano e outro português, residentes na ilha cabo-verdiana de São Vicente.

Aquele empreendimento turístico prevê um "objeto arquitetónico diferenciador, modelado pela paisagem em que se insere", constituído por 15 bangalôs, 11 alojamentos familiares, restaurante, piscina natural e outros equipamentos de apoio, além de zonas de "contemplação".

Permitirá, segundo os promotores, criar 12 postos de trabalho locais, assumindo a aposta numa oferta turística focada em "oferecer uma dinâmica económica local valorizando as potencialidades dos produtos locais existentes".

Santo Antão é a segunda maior e ilha mais a norte do arquipélago de Cabo Verde, contando com uma área de 779 quilómetros quadrados e cerca de 47 mil habitantes, que vivem essencialmente da agricultura, pecuária, pesca e comércio.

A procura turística da ilha de Santo Antão tem vindo a crescer, sobretudo no segmento dos trilhos, chegando aos 15.000 turistas no primeiro trimestre de 2019. 

A ilha tem 74 caminhos vicinais, num total de 455 quilómetros de caminhos rurais, por entre várias montanhas.

 
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