Madeira voltou a ser a única região a perder dormidas

Turismo nacional ajudou a que as estatísticas do alojamento turístico em Novembro não fossem piores
Madeira perdeu o 3.º lugar das regiões com mais dormidas de turistas para o Norte

"Em Novembro de 2019, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com excepção da RA Madeira (-6,3%)", informa hoje o INE em mais uma actualização das estatísticas do alojamento turístico no país.

"O Alentejo, o Centro e o Norte destacaram-se com crescimentos de 14,1%, 12,4% e 11,2%, respectivamente", frisa, tendo a Área Metropolitana de Lisboa concentrado "32,4% das dormidas, seguindo-se o Algarve (quota de 19,4%) e o Norte (peso de 17,6%)", significando que a Madeira perdeu o 3.º lugar das regiões com mais dormidas.

Aliás, "desde o início do ano, são de realçar os acréscimos no Norte (+9,5%), Alentejo (+7,8%) e RA Açores (+6,7%). As dormidas de residentes cresceram, em Novembro, em todas as regiões. A RA Madeira registou um aumento expressivo (+28,0%), destacando-se também o Alentejo (+18,9%), o Algarve (+17,8%) e o Centro (+16,0%)", o que também mostra que tem sido o turista nacional a suster perdas maiores no alojamento turístico da Madeira.

"Nos onze primeiros meses do ano, salientaram-se o Alentejo (+11,5%) e a RA Açores (+10,8%). Em Novembro, em termos de dormidas de não residentes, realçaram-se o Norte (+12,8%), o Centro (+6,8%) e a AM Lisboa (+6,7%). Desde o início do ano, destacou-se o Norte (+11,7%)", estando a Madeira longe de números satisfatórios.

2019 sempre em quebra

Com 507 mil dormidas em Novembro, o alojamento turístico na Madeira diminuiu 6,3% face a Novembro de 2018, sendo que o acumulado é ainda atenuado com alguns meses positivos, mesmo assim os mais de 7 milhões de turistas até o penúltimo mês do ano passado significam perdas de 3,9% face ao último ano.

Como referido, o turista nacional tem conseguido suster maiores perdas. Com 61,9 mil dormidas em Novembro e 893,6 mil desde Janeiro de 2019, registam-se aumentos de 28% (já referido acima) face a Novembro de 2018 e 8,4% face aos 11 meses de 2018.

Os não residentes, que são a grande maioria do turismo que sustenta o sector madeirense, regista perdas assinaláveis. As 445,1 mil dormidas de estrangeiros em Novembro representaram perdas de 9,6% e as pouco mais de 6,12 milhões de dormidas entre Janeiro e Novembro apontam para perdas de 5,5% no acumulado.

No total nacional, por municípios, tirando o peso de Lisboa (1/4 das dormidas no mês de Novembro), nota para o Funchal que "representou 9,0% das dormidas totais em Novembro e 7,1% desde o início do ano, período em que 89,3% das dormidas foram de não residentes. Desde o início do ano, este município registou uma redução de 4,4%", diz o INE. Ou seja, apesar de tudo, a capital madeirense continua a ser o terceiro município com mais dormidas, atrás da capital nacional e de Albufeira, a capital do turismo algarvio, com 12,3% de Janeiro a Novembro.

Nota ainda para os proveitos totais, que ascenderam a 25,3 milhões de euros em Novembro (-4,7%) e um total de 380,4 milhões de euros desde Janeiro (-4,7%), com reflexos também nos proveitos de aposento, que no mês em causa ascenderam a 16,1 milhões de euros (-4,9%) e nos 11 meses já iam nos 250,5 milhões de euros (-4,3%), quase que confirmando, com a ressalva que ainda falta contabilizar Dezembro, que 2019 é um ano de fortes perdas no sector na Região.

 

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