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Nova rota da TAAG para Lagos facilita investimento estrangeiro em Angola

A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que a abertura de uma nova rota para Lagos por parte da companhia aérea angolana vai fomentar o comércio intra-africano e atrair investimento privado para o país.

"É uma adição significativa para o mapa das rotas da Transportadora Aérea Angolana, que inclui Nairobi, Kinshasa, Lusaka e Maputo, e deve ajudar a facilitar mais comércio intra-africano e atrair novo investimento privado para Angola", escreveram os peritos da unidade de análise da revista britânica 'The Economist'. 

Num comentário à abertura da nova rota, que deverá entrar em funcionamento em meados deste mês, a EIU diz que "este será o primeiro voo direto entre as duas plataformas económicas do continente" e lembra que "até agora os passageiros tinham de fazer escala em Joanesburgo, Adis Abeba ou Dubai".

Apesar do avanço significativo, a EIU nota que "ainda que a TAAG tenha crescido no mercado interno e regional, tem recuado nos serviços internacionais" e exemplifica com a suspensão da rota para o Rio de Janeiro, Londres, Dubai e Madrid.

"Tal como muitas companhias africanas, a TAAG está a passar por dificuldades financeiras e tem estado sob os holofotes devido ao registo de segurança, apesar de estar autorizada a voar para a União Europeia, no seguimento de uma inversão da proibição anterior", apontam os analistas.

Depois de estar sob gestão da Emirates de 2014 a 2017, a TAAG "continua fortemente endividada e em setembro só conseguiu evitar uma greve dos funcionários à última da hora".

A companhia aérea de bandeira é uma das empresas que está no plano de privatizações do Governo, no seguimento da mudança de regime jurídico no ano passado: "no final de 2018, o Presidente mudou o estatuto da companhia aérea de empresa pública para empresa pública com responsabilidade limitada, abrindo a porta para os compradores privados entrarem no capital da companhia em dificuldades", lê-se na nota.

 
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