Deputado Carlos Pereira “sabe muito mas resolve pouco”

Pedro Costa Ferreira no encerramento do 45.º Congresso da APAVT. Photo: Rui Silva/ASPRESS

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, considera que Carlos Pereira “sabe muito mas resolve pouco” e, de forma irónica, agradeceu “a intervenção do douto deputado da nação que do alto do andor em que vive na Assembleia da República soube comentar um Congresso a que não assistiu nem acompanhou”.

Intervindo, ao final desta tarde, no Funchal, na sessão de encerramento do 45.º Congresso Nacional da APAVT, Pedro Costa Ferreira fez elogios à intervenção do economista madeirense André Barreto e à “paixão” do secretário regional Eduardo Jesus, mas reservou comentários cáusticos sobre Carlos Pereira, designadamente sobre o reparo que fez aos alertas escutados no encontro que decorreu nos últimos dois dias no hotel Savoy Palace sobre os ventos no Aeroporto da Madeira só contribuíam para amplificar o problema. “Agradecendo a intervenção do douto deputado da nação Dr. Carlos Pereira (…), explicando sabiamente que não é amplificando os problemas de um destino que se resolvem esses mesmos problemas. Agradeço a sabedoria do ilustre deputado, que tem toda a razão, razão que, todavia, não resolve o problema, porque também não é ignorando ou mesmo escondendo as fragilidades de um destino que os resolvemos. Mas estou de acordo com o notável pensamento do deputado e fico também feliz pela clarificação doas campos de actuação que o referido pensamento nos permite. O deputado sabe muito e sempre acerta, ao contrário de todos nós que estamos presentes nesta sala [agentes de viagens] que trabalhamos arduamente no turismo todo o ano e acompanhámos o Congresso, que sabemos menos e erramos mais”.

Em tom irónico, Pedro Costa Ferreira prosseguiu: “O senhor deputado Carlos Pereira é da área do saber. Todos nós que colocamos capital nas nossas empresas, pagamos ordenados e honramos dívidas somos da área do fazer. Por isso, acertamos menos, o que é naturalmente desagradável. Enfim, nem tudo é mau. Ao pagarmos os nossos impostos asseguramos o ordenado de pessoas como o senhor deputado, permitindo assim que ele vá iluminando as nossas vidas com a sabedoria tão inatacável quanto estéril”.

 

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