Arrancou 45.º congresso da APAVT com sala cheia

Abertura congresso APAVT

O cerimónia de abertura do 45.º Congresso Nacional da APAVT acaba de arrancar no auditório do Savoy Palace, no Funchal, com um sala cheia. Em cima do palco fala o presidente da APAVT, Pedro Ferreira Costa, começando por dizer que existe um empenho bem vincado, na dinâmica que o mercado interno tem demonstrado na sua relação com a Região Autónoma da Madeira”. 

Para o futuro, o presidente da APAVT espera “oportunidades para dar continuidade e ampliar um trabalho muito próximo que vem sendo desenvolvido entre os operadores turístico nacionais e a APMadeira”. 

Lembrando que o crescimento do turismo abrandou em algumas regiões do país, aumentando os desafios. Pedro Ferreira Costa elogia o trabalho dos agentes do sector, mas sublinha que o diálogo entre o crescimento turístico e o dia a dia das populações se tornou mais difícil.

Dirigindo-se à secretária de Estado, o presidente da APAVT diz que o sector do turismo “está de pernas para o ar no que à gestão da segurança dos consumidores se refere”.

Lembrando que nos últimos dois anos faliram 36 agências aéreas, Ferreira Costa chama à atenção da República para a “questão da mobilidade turística nas grandes cidades” defendendo que “medidas avulsas contra os operadores turísticos não resolverão o problema”.

Além da desvantagem fiscal que Portugal tem em relação a Espanha, um dos “competidores” com o país, o presidente da APAVT diz que “a Madeira tem um problema de inoperacionalidade que vem matando a confiança dos players e vem afstando lenta mas inexoravelmente os aviões da pista em que todos aterrámos nos últimos dias”.

Apesar da melhoria técnica das aeronaves, “piorou o número das aproximações à pista autorizadas”.

Pedro  Ferreira Costa toca no tema das duas principais transportadoras nacionais, a TAP e a SATA. Sobre a última diz que o seu percurso “pior seria impossível” daí que se esperam esforços alargados de diversos players, que consigam trazer para a “companhia uma solução societária, uma estreita credível, uma esperança de recuperação financeira, e, o mais importante, confiança na operação” Sobre a TAP, considera que “ao contrário da Sata, tem feito um percurso interessante e louvável de crescimento, de inovação técnica e de meritória procura de novos mercados”. No entanto, “não entrega resultados financeiros”, sobretudo  no primeiro semestre deste ano que “deu antever um agravamento do resultado final, mesmo em momento de crescimento da operação”.

O primeiro painel, 'Os Desafios da Economia Portuguesa' depois de uma grande crise e notável recuperação está marcado para as 17h30.

  
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