Falência da Thomas Cook deriva do "reordenamento do sector"

O diretor executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), Manuel Butler, afirmou hoje que a falência da Thomas Cook "é um reordenamento do setor" no contexto da "transformação brutal" que está a viver o turismo a nível mundial.

A falência do operador turístico britânico é "uma notícia triste", já que para uma organização que promove o turismo é sempre uma "má notícia" quando desaparece um dos seis atores, mas este desaparecimento enquadra-se no "momento disruptivo" que vive o setor, afirmou o responsável, citado pela agência EFE.

"Os fluxos turísticos e a vontade de viajar mantém-se" e, além disso, viajar "é um bem de primeira necessidade", pelo que o mercado voltará à normalidade, acrescentou Manuel Butler.

O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou falência em 23 de setembro último, depois de não ter conseguido obter fundos necessários para garantir a sobrevivência.

A falência levou as autoridades a organizar um repatriamento de cerca de 600.000 turistas em todo o mundo.

Em Portugal, o Governo disponibilizou uma linha de crédito para as empresas afetadas pela insolvência do operador turístico Thomas Cook, com um montante até 1,5 milhões de euros, para financiar necessidades de tesouraria.

 

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