Ryanair cancela oito voos em Espanha no segundo dia de greve da tripulação de cabine
14:11 2 Setembro, 2019
Actualizado: 14:11 2 Setembro, 2019
O sindicato de tripulação de cabine USO informou hoje que foram cancelados oito dos 950 voos previstos no segundo dia de greve de tripulantes de cabine da Ryanair em Espanha, estimando em 1.600 o número de passageiros afectados.Segundo a Ryanair, o número de voos cancelados no segundo dos dez dias de greve, convocada em protesto contra o encerramento de bases da companhia aérea em Espanha, representa apenas 1% dos programados, onde a capacidade média é de 189 passageiros por avião.No domingo, a companhia aérea cancelou outros seis voos, o que eleva para 14 o número de cancelamentos nos dois dias de greve. Neste contexto, a porta-voz da USO Laura Estévez lamentou a falta de envolvimento dos ministérios do Trabalho e Desenvolvimento no conflito, que tem origem no anúncio do encerramento de quatro bases da Ryanair em Espanha: Tenerife Sul, Gran Canária, Lanzarote e Girona.O fecho daquelas bases poderá afetar 500 postos de trabalho, motivo pelo qual os grevistas de concentraram hoje em frente ao Ministério do Trabalho, em Madrid."Somente nós, os trabalhadores e os representantes sindicais que estão com eles, lutamos contra a Ryanair, contra o gigante, sem nunca ter o apoio do Ministério do Desenvolvimento ou o apoio do Ministério do Trabalho na aplicação da lei [do Trabalho] à Ryanair", afirmou Laura Estévez.Além disso, Estévez reiterou as suas reclamações relativamente aos serviços mínimos decretados que, garantiu, são tão altos que 100% da programação de um dia normal deve ser operada. Nas Ilhas Canárias, cujas bases da Ryanair transportam cinco milhões de passageiros por ano, foram operados 100% dos voos programados.A estrutura sindical considera que a Ryanair se está a "reprecarizar" com marcas brancas, das quais cita a Laudamotion, e está tentar demitir trabalhadores ao mesmo tempo que faz entrevistas para contratar mais membros da tripulação e também pilotos para essas empresas de baixo custo.Nesse sentido, Laura Estévez adiantou que há até opções para contratos em países com leis trabalhistas mais flexíveis, como por exemplo Malta, e que a companhia aérea pretende operar em Espanha com as condições dos 'freelancers' malteses.O sindicato também denunciou que a companhia aérea está a usar tripulação estrangeira, de Portugal e do Reino Unido ou Alemanha, para operar voos e "furar" a greve em Espanha.Além de Espanha, a Ryanair anunciou o fecho de outras bases na Europa, nas quais se inclui a do Aeroporto de Faro, no Algarve, no âmbito de uma estratégia da companhia para redução de custos.




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