Pessoal ao serviço no alojamento turístico dispara para mais 642

Face aos números de 2017, influenciado pela inclusão do alojamento local, eram 6.485 e no ano passado passaram para 7.127. Custos aumentaram para 117,5 milhões de euros
O número de pessoas ao serviço do sector do alojamento turístico, onde se incluem os dois principais segmentos da Hotelaria e do alojamento local, disparou em 2018 comparativamente ao ano anterior para um total de 7.127. E nem sequer se conta todo o alojamento local (as estatísticas são feitas com base em unidades com 10 ou mais camas).No ano anterior, contavam-se 6.485, o que significa um aumento de 9,9% em apenas um ano, muito provavelmente influenciado pela inclusão nestas estatísticas do alojamento local, que até à data estava fora das contas apresentadas anualmente.Assim, no ano passado, estavam empregadas (em actividade exclusiva ou principal) um total e 6.354 pessoas na Hotelaria e 528 no alojamento local, além de 245 em unidades de turismo no espaço rural e de habitação. A grande maioria destas 7.127 pessoas ao serviço no sector, trabalhavam nos hotéis de 4 estrelas (2.560), nos de 5 estrelas (1.587), nos hotéis-apartamentos de quatro estrelas (982) e, ainda a destacar, nas Quintas da Madeira (404).Como também é habitual, como centro da actividade turística regional, é no Funchal que se emprega a maioria, 4.520, seguindo-se Santa Cruz com 887, Calheta com 423, Porto Santo com 420, Machico (243), Santana (144), Câmara de Lobos (140), São Vicente (117), Porto Moniz (94), Ponta do Sol (79) e, por fim, Ribeira Brava, que contava em 2018 com 60 pessoas ao serviço no sector do alojamento turístico.Também face a esta evolução, as despesas com pessoal ao serviço aumentaram de mais de 112,5 milhões de euros para mais de 117,5 milhões de euros (+4,4%). Crescimento esse que foi quase duas vezes superior aos proveitos totais registados no sector em 2018 face a 2017, que passou de 419,7 milhões para 426,8 milhões (+1,7%).Apesar de estes números, inicialmente apontarem para um crescimento para os 109 milhões de euros em 2017 (ratificados agora para 112,5 milhões), não inviabiliza outro facto notório. O de que os custos com pessoal reportados pelas empresas registarem em 2018 o sexto ano consecutivo de aumentos, isto após quatro anos em quebra (2009 a 2012, face ao recorde anterior de 2008, situado em 103,4 milhões de euros), desde o ano de 2013 que se inverteu a situação.Refira-se que estes números não fazem jus ao número de pessoas que, efectivamente, contribuem para o serviço aos turistas que se hospedam nas várias modalidades  de alojamento turístico na Região. Isto porque, segundo a DREM, que hoje divulgou os dados do sector, entende-se por ‘Pessoas ao Serviço’, aquelas que, “no período de referência, participaram na actividade da empresa, qualquer que tenha sido a duração dessa participação e independentemente do vínculo que tenham. Inclui as pessoas temporariamente ausentes por um período igual ou inferior a um mês por férias, conflito de trabalho, formação, assim como doença e acidente de trabalho. Inclui também as pessoas com vínculo a outras empresas que trabalham na empresa sendo por esta diretamente remuneradas”, mas “exclui os trabalhadores temporariamente ausentes por um período superior a um mês; com vínculo à empresa mas deslocados para outras empresas, sendo nessas directamente remunerados; a trabalhar na empresa e cuja remuneração é suportada por outras empresas e ainda trabalhadores independentes (também designados por ‘recibos verdes’)”, frisa.
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