Alojamento turístico com (quase) tudo a cair em Fevereiro

Sector na RAM (hotelaria e alojamento local juntos) apresenta decréscimos nas dormidas, nos proveitos totais, nos proveitos de aposento. na taxa de ocupação-cama e no rendimento médio por quarto

As primeiras estimativas relativas ao mês de fevereiro de 2019 apontam para um decréscimo nas dormidas e nos proveitos totais no sector do alojamento turístico da RAM, com variações homólogas de -1,8% nas dormidas e de -5,3% nos proveitos totais. Por sua vez, os proveitos de aposento decresceram 3,8%.

De sublinhar que excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas apresentam uma diminuição de 3,9% em termos homólogos. No país, as dormidas decresceram 1,0%, enquanto os proveitos totais e de aposento apresentaram, pela mesma ordem, variações de +4,4% e +2,8%.

O total de dormidas do alojamento turístico na RAM no mês em referência (considerando a totalidade do alojamento local) rondou os 543,7 milhares enquanto os proveitos totais e de aposento atingiram os 25,0 e 16,3 milhões de euros, respetivamente.

A hotelaria concentrou 82,9% das dormidas, recuando 4,2% em termos homólogos, enquanto o alojamento local registou um incremento de 14,5% nas dormidas, congregando 15,5% do total. Por sua vez, o turismo no espaço rural e de habitação, responsável por 1,7% do total, teve -5,7% de dormidas face ao mesmo mês de 2018.

Nos mercados tradicionais do alojamento turístico, assinalam-se decréscimos nos mercados alemão, francês e britânico com variações de -12,1%, -8,5% e de -0,4% face a fevereiro de 2018, respetivamente. O mercado nacional atenuou a quebra de não residentes (-3,2%), crescendo 12,0%.

Em termos acumulados (janeiro a fevereiro), as dormidas no alojamento turístico diminuíram 1,4%, enquanto os proveitos totais e de aposento apresentaram quebras de 3,5% e 1,5%, respetivamente.

A taxa de ocupação-cama do alojamento turístico no mês em referência fixou-se em 53,9%, 4,7 pontos percentuais abaixo do observado no mês homólogo, mas mantendo-se como a mais elevada entre as regiões NUTS II portuguesas. Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 59,8%.

O rendimento médio por quarto (RevPAR) recuou 7,4% para 36,93€, enquanto o ADR (preço médio diário por quarto utilizado) ascendeu aos 61,70€, crescendo 0,7% em termos homólogos.

Os dados foram disponibilizados pela Direcção Regional de Estatística.

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