Número de dormidas de portugueses na Alemanha sobe 70% em sete anos

O número de dormidas de portugueses na Alemanha cresceu quase 70% desde 2011, atingindo 484 mil em 2018, com destaque para os estados da Baviera e de Berlim, anunciou hoje o Turismo da Alemanha. 

"Desde 2011, a Alemanha tem ganho mais notoriedade no mercado português, resultando num crescimento constante nos últimos sete anos. Das 290 mil dormidas de 2011 [passámos] a 484 mil em 2018", disse a diretora do Turismo da Alemanha em Espanha e Portugal, Ulrike Bohnet, que falava aos jornalistas em Lisboa. 

De acordo com a responsável, entre os principais destinos encontram-se a Baviera e Berlim, seguidos pela Renânia do Norte-Vestfália. 

Para Bohnet estes resultados refletem as "boas ligações aéreas para a Alemanha" a partir de Faro, Lisboa e Porto, entre março e outubro, bem como a reputação do país e o investimento que tem sido feito na sua promoção.

A nível global, em 2018, a Alemanha atingiu 87,7 milhões de dormidas provenientes do estrangeiro, o que significa um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior.

"Este é o nono ano consecutivo em que a Alemanha registou números recorde de visitantes", indicou a diretora do Turismo da Alemanha em Espanha e Portugal. 

Na sequência destes resultados, "a Alemanha espera chegar aos 121,5 milhões de dormidas em 2030". 

Ulrike Bohnet revelou ainda que "os europeus consideram a Alemanha como o destino cultural de excelência", ficando o país em terceiro lugar a nível mundial. 

O facto de a Alemanha ser "o destino cultural número um" deve-se aos mais de 500 teatros que o país dispõe, aos quase 15 milhões de pessoas que visitam, anualmente, os mais de 1.700 museus, bem como aos 44 patrimónios mundiais da UNESCO, defendeu a responsável.

A nova campanha do Turismo da Alemanha pretende "dar a conhecer os atrativos das cidades no verão", dando especial destaque "às cidades urbanas, às cidades românticas, a mostrar a variedade de opções para passar férias junto à água e as diferentes atrações turísticas".  

Segundo Ulrike Bohnet, o objetivo passa também por dar a conhecer a "ampla oferta cultural" do país, não apenas em termos de museus, "mas também de festivais de músicas, exposições temporárias", entre outras atrações.

 

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