Madeira exibe 600 anos na BTL

O mote da presença da Madeira na BTL de 2019 que hoje começa em Lisboa é os 600 anos da chegada dos portugueses ao arquipélago e a tradição secular ligada ao turismo e à hospitalidade.

Como o processo de desenvolvimento da ilha ao longo destes seis séculos divide-se essencialmente em quatro ciclos são estes que por si só marcam a organização do stand na Bolsa de Turismo. São eles: Ciclo dos Cereais, Ciclo do Açúcar, Ciclo do Vinho e Ciclo do Turismo. Mas não só. Após 600 anos de povoamento da ilha, "a natureza deslumbrante do arquipélago continua a ser o seu bem mais precioso e mesmo a animação turística, um dos pontos mais fortes deste destino, gira em torno da orografia, diversidade morfológica e paisagística", refere o Turismo da Madeira, destacando as montanhas, as águas límpidas, as florestas frondosas, o clima ameno, o descanso, o lazer e o desporto como pontos fortes da Madeira e Porto Santo.

A Associação de Promoção da Madeira prepara por isso uma presença activa e interactiva com o público, baseada num programa de atividades que, mais uma vez, dará palco, ao longo do dia e no stand reservado à Região, aos produtos regionais e aos elementos que mais a diferenciam, enquanto destino turístico.

O balcão de gastronomia estará dividido entre quatro partes dedicadas aos ciclos já mencionados. No Ciclo dos Cereais, há provas de Bolo do Caco e Sopa de Trigo. No Ciclo do Açúcar é a vez de dar destaque à Cana de Açúcar, responsável pela famosa Poncha, feita com aguardente de cana, ou o Rum, também destilado da cana de açúcar. Espaço neste ciclo ainda para as famosas broas de mel, bolo de mel, sonhos e outras iguarias servidas com mel de cana. Segue-se o Ciclo do Vinho, cuja representação com Vinho Madeira e a cada vez maior qualidade de vinhos de mesa está garantida. Por último, o Ciclo do Turismo, engloba os restantes produtos da ilha em todo o seu potencial, sobretudo do ponto de vista da gastronomia mais contemporânea.

O stand irá procurar, também, fazer um enquadramento histórico dos últimos 600 anos, iniciando, obivamente, nos três primeiros navegadores a atracar na ilha: João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, referindo a dificuldade na aproximação ao Porto Santo que lhe valeu o nome, assim como, claro, a Madeira ter adquirido este nome graças à Floresta Laurissilva, hoje Património Mundial Natural da UNESCO.

Muitas são as histórias e aprendizagens que este stand disponibiliza aos visitantes: Câmara de Lobos e a caça aos lobos marinhos, os cereais associados à gastronomia e tecelagem, as potencialidades da cana de açúcar, a primeira vinha Malvasia plantada na ilha, as exportações, o desenvolvimento do turismo e os ilustres visitantes que já pisaram a ilha, como Bernard Shaw, Amy Johnson e Imperatriz Sissi.

A Madeira tenta com este stand contribuir para que os portugueses que visitem a feira redescubram o arquipélago. O potencila é grande. Em 2018, a Região registou mais de 314 mil hóspedes nacionais, os quais deram origem a mais de 995 mil dormidas na hotelaria regional. O ano encerrou com este mercado a crescer 1,7% nos hóspedes e 7,4% nas dormidas, crescimento que se valoriza sobretudo se atendermos a que o mesmo é constante ao longo dos últimos 4 anos. Destaque ainda para o aumento significativo da estada média que passou para 3,2 dias.

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