Alojamento local volta a ajudar nas perdas da hotelaria

Funchal vista
Sem o contributo desse subsector do turismo, o turismo teria perdas ainda maiores do que -1% no acumulado do ano até Outubro

Em outubro de 2018, o contributo positivo do mercado nacional foi insuficiente para impedir diminuição homóloga das dormidas, diz a Direcção Regional de Estatística da Madeira. Mas no global, é sobretudo com o contributo do bom desempenho do alojamento local, e em parte do turismo em espaço rural e habitação, que todo o alojamento turístico na região Autónoma não sofreu um rombo ainda maior do que menos 0,9% em Outubro e -1% no acumulado de Janeiro a Outubro.

"As primeiras estimativas relativas ao mês de Outubro de 2018 apontam para um decréscimo homólogo de 0,9% nas dormidas no alojamento turístico da RAM", frisa a DREM. "Os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas de -1,3% e -1,9%, respectivamente", salienta. O total de dormidas no mês em referência rondou os 729,3 milhares enquanto os proveitos totais e de aposento foram de 36,6 e 23,8 milhões de euros, respectivamente", acrescenta.

Ainda que mais de 8 em cada 10 dormidas sejam registadas pela hotelaria tradicional, tendo esta concentrado 84,2% das dormidas e um decréscimo de 3,4% em termos homólogos, é por causa do alojamento local que registou um incremento de 17% nas dormidas, representando apenas 14% do total". E acrescenta: "Por sua vez, o turismo no espaço rural e de habitação, foi responsável por 1,8% do total, observando-se um aumento de 0,4% nas dormidas face ao mesmo mês do ano passado."

"Nos mercados tradicionais e no conjunto do alojamento turístico, assinala-se um acréscimo nas dormidas de turistas franceses (variação de +9,1% face a Outubro de 2017, respectivamente), enquanto os mercados alemão e britânico registaram diminuições de 6,1% e 1,7%, respectivamente". Já o mercado nacional deu um contributo positivo, apresentando um crescimento de 28,4% nas dormidas contabilizadas na RAM, reforça.

Assim, em termos acumulados (Janeiro a Outubro), as dormidas no alojamento turístico diminuíram 1,0%, enquanto os proveitos totais e de aposento apresentaram crescimentos de 1,8% e 2,3%, respectivamente (a hotelaria sozinha perdeu 1,7% e 2,4%, respectivamente).

A taxa de ocupação-cama do alojamento turístico no mês em referência fixou-se em 63,0%, 2,3 pontos percentuais abaixo do observado em Outubro de 2017.

Por fim, o rendimento médio por quarto (RevPAR) no alojamento turístico teve um decréscimo homólogo de 3,4%, para 46,73€, sendo que o sector da hotelaria evidenciou, neste indicador, também uma quebra de 2,6% em Outubro de 2018, apresentando um RevPAR de 51,08 euros. Estes valores mostram que, embora o alojamento local ajude na não diminuição drástica das dormidas e em valores positivos nos proveitos, prejudica os preços praticados que, em média, baixaram 4,35 euros.

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