Aeroporto da Madeira perde quase 5% dos passageiros

2012 só não foi pior porque Dezembro contrariou tendência

O Aeroporto da Madeira fechou 2012 com uma quebra de passageiros de 4.6% face a 2011 (2.203.940 totais) e de 6.2% (20.023 movimentos totais) no número de movimentos. No Aeroporto do Porto Santo, o ano terminou com uma quebra de 4.9% (101.375 passageiros) e de 5.7% (2.656 movimentos) no número de movimentos.

Os números foram revelados hoje pela ANAM, assumindo que, no seu conjunto, os Aeroportos da Madeira processaram 2.305.315 passageiros em 2012.

O ano só não foi pior à conta do último mês do ano. A ANAM enfatiza o mês de Dezembro que registou um crescimento no número de passageiros de 6.1%, sendo quase 8% na semana entre o Natal e o Ano Novo. neste particular, destaque para o crescimento de cerca de 22.4% do número de passageiros com origem no Reino Unido, face ao mês homólogo, com enfoque na rota de Londres Gatwick, que apresenta um crescimento superior a 4.000 passageiros, resultando o mesmo não só da entrada da Monarch na rota, como dos bons desempenhos da EasyJet e Thomson (+31.7% e +10.4%, respetivamente).

Importa ainda destacar o mercado dinamarquês, em particular a rota de Copenhaga que, no período IATA Inverno 12/13, apresenta algumas novidades face ao período homólogo. Saíram da rota a SATA Internacional (por opção estratégica da companhia) e Cimber (por falência), tendo iniciado a sua operação a Norwegian e a Thomas Cook Scandinavia. Apesar de manterem o mesmo número de movimentos, o número de passageiros no mês de Dezembro quase duplicou, o que significa que existe maior capacidade instalada e melhores resultados ao nível da taxa de ocupação.

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Natal e Ano Novo garantem tráfego

Entre 22 de Dezembro de 2012 e 4 de Janeiro de 2013 o tráfego aumentou 7,9% no Aeroporto da Madeira, ou seja, na ordem dos  6 mil passageiros. Quando comparado com o período homólogo anterior, o crescimento do número de passageiros corresponde um aumento de 1,8% (13 movimentos), o que para a ANAM significa ter havido uma melhoria da ocupação média das aeronaves.

Em termos de distribuição geográfica todas as áreas de origem tradicional europeia contribuíram para estes valores, sendo de salientar o facto do número de passageiros nos voos do mercado continental não ter sofrido qualquer alteração significativa em relação ao período homólogo.