Associação da Hotelaria diz que "não há milagres" para 2013

     

    O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Miguel Júdice, diz que "não há milagres" para o sector em 2013, ano em que devem persistir as unidades com escala e menos limitadas pelo endividamento.

    Em comunicado de balanço de 2012 e com as perspectivas para 2013, Miguel Júdice afirma que "para 2013 espera-se menos emprego, menos investimento, pior prestação em termos de resultados", e que, em suma, "não há milagres".

    "Vão resistir melhor os hotéis que têm escala e os que não carregam o peso dos financiamentos", indica o dirigente da AHP.

    De acordo com o inquérito realizado pela associação a 160 responsáveis do sector, 2013 vai registar um pior desempenho a todos os níveis, com particular realce para o ramo da restauração.

    Em relação à taxa de ocupação por quarto, 37% dos inquiridos acreditam que vai haver uma deterioração dos números verificados em 2012, bem como em termos do preço médio.

    À semelhança do ano passado, prevê-se que os melhores meses venham a ser os de verão, "testemunho da sazonalidade do destino Portugal".

    O mercado interno continua a concentrar as atenções dos hoteleiros nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Alentejo, enquanto no Algarve o principal enfoque vai para os turistas provenientes do Reino Unido, sendo a Alemanha o maior mercado para os Açores.

    "Como piores segmentos turísticos em termos de expectativas para 2013 estão identificados o 'sol e mar' para o Norte e o 'golfe' para as restantes regiões", acrescentou a AHP.  

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