Trabalhadores da ANA recebidos quarta-feira no Ministério da Economia

     

    Os trabalhadores da ANA vão ser recebidos na quarta-feira à tarde no Ministério da Economia, tendo desmarcado uma concentração que haviam agendado durante a manhã para o mesmo local, disse à agência Lusa um representante dos trabalhadores.

    O encontro, disse a mesma fonte, será pelas 16 horas e deverá contar com a presença do secretário de Estado responsável pelos Transportes, Sérgio Monteiro.

    Os trabalhadores da ANA haviam agendado para quarta-feira de manhã um protesto junto ao Ministério da Economia para debater a privatização da concessionária dos aeroportos ao grupo francês Vinci.

    Em comunicado, a plataforma sindical da ANA, composta pela comissão de trabalhadores e pelos sindicatos representativos dos trabalhadores, havia anunciado a concentração na Rua da Horta Seca, em Lisboa, "para exigir ser recebida pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações".

    "Há muito que a Plataforma solicitou uma reunião a esta secretaria, na intenção de ver esclarecido o processo de privatização da ANA", afirmam os trabalhadores, realçando que nunca obtiveram "qualquer tipo de resposta".

    Os trabalhadores defendem que "a recente venda da empresa ao grupo Vinci, bem como o desinteresse do Ministério em dialogar com os trabalhadores, tornam urgente um esclarecimento, por parte da tutela, sobre as condições e especificidades de todo o processo".

    A formalização do acordo para a venda da ANA ao grupo francês Vinci deverá acontecer ainda este mês, avançou na segunda-feira Sérgio Monteiro.

    "O contrato será assinado no momento em que um conjunto de condições precedentes estiver cumprido. Certamente acontecerá durante o mês de Janeiro. Será essa a nossa expectativa", afirmou o governante, à margem da cerimónia que assinalou o 53.º aniversário do Metropolitano de Lisboa.

    O Governo anunciou a decisão de vender 95% do capital da ANA à Vinci no dia 27 de Dezembro, ficando os restantes 5% para os trabalhadores, e concedeu um prazo máximo de nove meses para a empresa francesa pagar a totalidade dos 3.080 milhões de euros.   

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