Alojamento local e turismo rural ‘amenizam’ perdas da hotelaria

Estimativas da actividade turística, divulgadas pela Direcção Regional de Estatística, diferem das nacionais, ainda assim com números negativos

As primeiras estimativas da actividade turística na RAM, também divulgadas nesta manhã de segunda-feira pela Direcção Regional de Estatítica da Madeira e relativas ao mês de Agosto de 2018, "apontam para um decréscimo de 2,3% das dormidas no alojamento turístico, em comparação com o mês homólogo. Em termos absolutos, foram registadas na RAM cerca de 920,4 milhares de dormidas no mês em referência. De Janeiro a Agosto de 2018, esta variável registou uma redução de 1,1% comparativamente ao período homólogo", conta.

Estes números são relativamente melhores que as divulgadas minutos antes pelo Instituto Nacional de Estatística, pelo facto de incluírem não apenas a hotelaria, mas também as outras vertentes (alojamento local, turismo em espaço rural e de habitação), o que para todos os efeitos e desde o início do ano, quando foram introduzidas estas alterações regionais na forma de contabilizar a ocupação turística, têm ajudado a amenizar as perdas desde Janeiro e agora com maior peso.

Aliás, "as dormidas da hotelaria (83,3% do total do alojamento turístico) apresentaram em Agosto de 2018 um decréscimo de 4,6%, com realce para as quebras apresentadas nos hotéis (quatro e cinco estrelas) e hotéis-apartamentos (três estrelas). Em termos acumulados, foram contabilizadas 4,811 milhões de dormidas (-2,8% comparativamente ao período homólogo)", frisa a DREM.

"Por sua vez, a taxa de ocupação (cama) do alojamento turístico em Agosto de 2018 atingiu os 75,6% e os proveitos totais ascenderam a 48,8 milhões de euros, representando um decréscimo de 1,0% em relação a Agosto de 2017. Todavia, de Janeiro a Agosto de 2018, os proveitos totais registaram no conjunto do alojamento turístico um incremento de 2,2%. O sector da hotelaria, no respectivo mês, representou 94,1% do total de proveitos do conjunto do alojamento turístico com capacidade igual ou superior a 10 camas. Este sector registou uma taxa de ocupação (cama) de 81,1%", afiança a entidade estatística regional. Embora o peso da hotelaria aqui seja quase avassaladora, é de referir que tal se deve ao facto de apenas serem contabilizados, como referido acima, as unidades com 10 ou mais camas, que não representam nem 10% das unidades de alojamento local, subsector que tem crescido de forma assinalável.

Por fim, o "RevPAR, que mede o proveito obtido por quarto disponível, atingiu em Agosto de 2018 os 63,51 euros no conjunto do alojamento turístico com capacidade igual ou superior a 10 camas, -2,7% que no mesmo mês do ano precedente. A hotelaria evidenciou um decréscimo de 1,2%, com um RevPAR de 69,98 euros. A média dos primeiros oito meses de 2018 no conjunto do alojamento turístico foi de 49,52 euros (-0,4% em relação ao período homólogo) e no sector da hotelaria de 54,07 euros (+0,5%)". Aqui a responsabilidade de um RevPAR global inferior é precisamente das duas vertentes (alojamento local e turismo rural) que, por norma, têm preços muito mais acessíveis que a generalidade da hotelaria.

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