Agências de viagens com "saúde, crescimento recente e a pensar o futuro"

Pedro Costa Ferreira agradado com 43.º congresso da APAVT

O presidente da APAVT considera que o sector das agências de viagens é "uma comunidade de empresas com saúde, crescimento recente e a pensar o futuro".

No discurso de encerramento do 43.º Congresso da APAVT, que este ano se realiza em Macau, evento que  no seu entender "contou com oradores fantásticos, conteúdos muito ricos e conclusões importantes", lançou quatro observações.

Em primeiro lugar, a importância do oriente, e "a necessidade de utilizar Macau e Portugal como artífices de uma relação maior, que inclua a China, a Europa e a lusofonia"

Depois, dirigindo o olhar para o sector, entende que trabalhar em turismo é morar "no lado brilhante da lua". "Porque, por um lado, o turismo é a principal actividade à escala global, e a sua relevância vai-se acentuar. Porque, por outro lado, as agências de viagens estão junto do ponto onde tudo começa - o consumidor. Haverá, portanto, no futuro, um enorme campo de manobra para todos nós, agentes de viagens".

Em terceiro lugar,  julga que a tecnologia vai ter de nos acompanhar até ao fim das nossas vidas. E, relativamente a ela, uma de duas, "ou surfamos a onda, ou nos afogamos por causa da onda".

Ou seja, "temos de utilizar a tecnologia, para criar valor e gerar rentabilidade" e "teremos de a utilizar de modo inteligente, utilizando-a em nosso favor e não em estratégias de auto-flagelamento e final menos feliz".

Em quarto lugar, evidencia o estudo sobre o sector, apresentado pela Sandra Primitivo, ontem à tarde, "Um sector que (i) atrai mais novas empresas do que a média da economia nacional, (ii) um sector que cresce nos últimos quatro anos mais do que a economia nacional, (iii) um sector que tem uma dimensão média das empresas superior à média da economia nacional ,(iv) um sector que contrata pessoal mais qualificado do que a média do sector,e do que a média da economia nacional (v) um sector que cresceu nos últimos quatro anos, mais do que a economia portuguesa no seu todo, (vi) um sector que representa, em valor directo , indirecto e induzido, 3.242 milhões de euros, , cerca de 2,1% do PIB nacional, cerca de 18 vezes o VAB da auto-europa, cerca de 75% do Vab de todo o grupo EDP, é um sector que não deve pedir respeito, é um sector que tem de exigir respeito!", realçou. 
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