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Há municípios onde não vale a pena aplicar taxa turística

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, defendeu hoje que há municípios na região, como o Barreiro, onde não "vale a pena" criar uma taxa turística, por o número de dormidas não ser significativo.

"Aqui, na nossa região, não me parece que valha a pena num município como o Barreiro lançar uma taxa turística sobre as dormidas, porque não tem dormidas que justifiquem o trabalho que isso dá", afirmou o responsável.

Referindo desconhecer a intenção de aplicar esta taxa na região além dos concelhos de Lisboa e de Cascais, Vítor Costa sustentou que "os outros municípios também não têm um número muito grande de dormidas".

"Faz sentido quando há uma dimensão e um amadurecimento do turismo", observou.

Em Lisboa, a Taxa Municipal Turística começou a ser aplicada a 01 de janeiro de 2016 sobre as dormidas de turistas nacionais e estrangeiros nas unidades hoteleiras e de alojamento local, sendo cobrado um euro por noite até ao máximo de sete euros.

Em Cascais, a taxa de um euro por dormida deveria ter entrado em vigor a 01 de fevereiro deste ano, mas "ainda estão" a decorrer "procedimentos", apontou Vítor Costa.

"Cada caso é um caso. Em Lisboa justificava-se plenamente (...) e sabe-se em que está a ser utilizada", argumentou o responsável.

Dois investimentos que serão suportados pela taxa turística na capital - e cujos equipamentos foram cedidos pela Câmara à ATL - são a reabilitação da Estação Sul e Sueste, para criar um terminal de atividade marítimo-turística, e a requalificação do Pavilhão Carlos Lopes, que vai servir para eventos culturais, comerciais, desportivos e outros.

Sobre a estação, Vítor Costa referiu que "falta um ou dois" pareceres de entidades externas para iniciar as obras e estimou que "até ao final deste ano [a empreitada] esteja concluída ou em estado muito avançado".

No que toca ao pavilhão, apontou que vai ser reinaugurado a 18 de fevereiro, quando se assinala o 70.º aniversário do ex-atleta e campeão olímpico Carlos Lopes.

Vítor Costa falava aos jornalistas na sede da ATL, depois da apresentação de um estudo realizado pela consultora Deloitte sobre o impacto macroeconómico do setor na região.

Segundo o documento, o setor do turismo na região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015, em áreas como a hotelaria e a restauração, e possibilitou a criação de 150 mil postos de trabalho.

Além da vertente económica, foram ouvidos - no âmbito de um outro estudo de opinião realizado pela Intercampus -, moradores e trabalhadores na Área Metropolitana de Lisboa, numa amostra de 1.017 entrevistas.

Com o documento, verificou-se que para mais de 90% dos inquiridos a reação sobre turistas em Lisboa é positiva ou muito positiva.

Os documentos surgem no âmbito dos 20 anos da ATL.

Também positiva para a ATL é a vinda do papa Francisco a Fátima em maio, segundo Vítor Costa, que considerou que isso "vai beneficiar" o setor, nomeadamente ao nível do alojamento, num "mês que já é forte por natureza em Lisboa".

O responsável abordou ainda a necessidade de encontrar uma "nova solução para o aeroporto", de forma a que o número de passageiros continue a crescer. No ano passado, registaram-se 22 milhões.

"O sentimento dos associados da ATL é que a solução que parece mais viável (...) é completar a Portela [aeroporto Humberto Delgado] com uma pista no Montijo e com excelentes ligações a preço barato, designadamente fluviais e rodoviárias, para os principais centros de turismo, como Lisboa", concluiu Vítor Costa.

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