Alterações de programa lideram queixas ao provedor do cliente das agências de viagem e turismo

As alterações de programa foram o principal  motivo para as reclamações que tinham sido recebidas até ao final de junho  pelo Provedor do Cliente das Agências de Viagens e Turismo, Vera Jardim.  

Num total de 252 reclamações recebidas na primeira metade deste ano,  um total de 43 diziam respeito à alteração do programa inicialmente contratado,  incluindo mudanças nos horários dos voos, no itinerário, excursões que já  não se iriam realizar e principalmente, mudanças de hotel imprevistas, informou  hoje Vera Jardim, durante uma conferência de imprensa realizada em Lisboa.  

As más condições de alojamento foram um motivo importante nas queixas  já entregues ao provedor, num total de 22 pedidos de apreciação, tal como  os atrasos com voos, que deram origem a 17 das 252 queixas recebidas pelo  provedor até ao final de junho.   

 "Quanto ao fundamento das queixas, não houve uma grande alteração relativamente  ao ano passado", indicou o provedor do cliente. "Não conseguimos ainda uma  mudança de paradigma, quer no comportamento das agências quer no teor das  reclamações", acrescentou.   

Vera Jardim sublinhou também que por enquanto, o número de queixas "é  exíguo" porque se trata do primeiro semestre, uma vez que "75 a 80% das  queixas ainda estão por vir, ou mesmo mais", considerou.     

Das reclamações entregues até ao final de junho, foram apreciadas um  total de 138, das quais 113 tiveram uma decisão final do provedor, sendo  que noutras oito houve acordo e 17 foram arquivadas. Quanto às decisões  tomadas por Vera Jardim, seis foram favoráveis ao reclamante e outras 40  parcialmente favoráveis, sendo que em 35 a decisão foi contrária e outras  32 estão ainda em fase de apreciação.   

De acordo com o provedor, das 252 queixas entregues houve ainda 114  indeferidas, das quais 41 porque não diziam respeito a empresas associadas  da APAVT e outras 27 por estarem fora do prazo. Outras 36 estavam fora do  âmbito de competência do provedor por serem compras realizadas diretamente  a companhias aéreas ou a hotéis.    

Nas restantes 10 queixas indeferidas, tinha havido recurso a outras  entidades, nomeadamente ao Turismo de Portugal, pelo que não foram analisadas.  "Procuramos estar em linha com as decisões do  Turismo de Portugal para  as pessoas não terem a tentação de ir a um sítio ou outro consoante o que  pretendem", avisou.   

 "Informação, informação, informação", aconselhou também Vera Jardim  a quem pretende viajar, insistindo para que os consumidores não tenham problema  em colocar as questões que pretendem saber. Já quanto às agências, frisou  que devem apostar na "transparência".  

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