Confederação do Turismo descontente com a inflexibilidade fiscal

Só a aposta do Governo na Promoção de Portugal e no Turismo Residencial merece elogios

A Confederação do Turismo Português manifesta o seu descontentamento "pela inflexibilidade fiscal do Governo, não permitindo discriminações positivas para sectores estratégicos que dinamizariam os consumos interno e externo, como a redução do IVA na restauração e no golfe".

Em comunicado, o organismo reafirma "entender a necessidade de serem cumpridas as metas acordadas com a Troika com o objetivo de combater o défice estrutural", mas não deixa de assinalar que as "medidas anunciadas irão continuar a contribuir de forma inegável para o agravamento da retracção do consumo dos portugueses e, consequentemente, contribuirão negativamente para a actividade das empresas que dependem do mercado interno".

"Portugal, os portugueses e as empresas, não suportarão mais agravamentos, não existindo margem de manobra para mais medidas penalizadoras que dariam uma estocada final na economia nacional", refere.

Apesar das críticas, a Confederação do Turismo Português mostra-se satisfeita pela aposta do Governo, quer na Promoção de Portugal quer no Turismo Residencial. Também assinala com agrado as medidas apresentadas pelo Ministro da Economia e do Emprego, "com apoios e incentivos às empresas, tais como o alargamento da linha de crédito PME Crescimento, e de combate ao desemprego, como a redução da Taxa Social Única aos empregadores que contratem desempregados com mais de 45 anos".

Fica ainda a promessa do organismo que fará um acompanhamento permanente e efectivo da Proposta de Orçamento do Estado e da sua aplicação, "de forma a verificar a operacionalidade das propostas concretas para o sector do Turismo e respectivas alocações de verbas, de onde se destaca o investimento na promoção internacional do país e o apoio ao aumento das acessibilidades aéreas aos principais mercados emissores de forma a contrariar a tendência de sazonalidade".

 

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Duas apostas no OE

O turismo residencial é uma das apostas em destaque no Orçamento de Estado de 2013. Por ter relevância para o turismo “propriamente dito”, mas acima de tudo por impulsionar “a revitalização de outras actividades económicas”.
O capítulo dedicado ao Turismo na proposta do Orçamento do Estado para 2013, sublinha que “o Governo irá continuar a desenvolver programas que promovam a competitividade do turismo”, em especial "a dinamização do turismo residencial", bem como no turismo de saúde, uma aposta que visa a “revitalização” do Algarve.
“Especial atenção será dada ainda à revitalização do Algarve com o objectivo de recuperar os fluxos turísticos fora da época alta, através dos produtos Turismo Residencial e Turismo de Saúde, relevantes para a captação do segmento sénior”, diz o OE 2013.