Presidente da TAP considera que intervenções no aeroporto de Lisboa eram precisas "para ontem"

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, garante que as intervenções no aeroporto de Lisboa eram "precisas para ontem" e lamentou estar a comprar aviões e, em simultâneo, ter que "mendigar saídas rápidas" da pista.

"A questão das saídas rápidas há uma década que é conhecida", referiu o responsável da transportadora, lamentando que a questão ainda não esteja resolvida e dizendo que era "preciso ter sido feito ontem". 

"Se não avançar na velocidade que Portugal precisa, Portugal vai ficar para atrás", disse o presidente executivo (CEO) da TAP, num debate sobre o aeroporto de Lisboa na IV Cimeira do Turismo Português, referindo que o Turismo já está a sofrer.

"Todos os que estamos aqui já estamos perdendo para outros países", acrescentou o responsável, notando que, com a atual situação, a "TAP não vai conseguir crescer mais depois do próximo ano".

Antonoaldo Neves lamentou que a situação esteja dependente "de 30/50 milhões de euros" em investimentos e que, ao mesmo tempo que está a comprar aeronaves, "mendiga uma saidinha rápida".

No mesmo painel, o presidente da ANA-Aeroportos de Lisboa, Thierry Ligonnière respondeu que se está a "planear para o futuro, não para amanhã de manhã, para evitar o que aconteceu no aeroporto de Lisboa".

Sobre datas para alterações nomeadamente nas pistas de Lisboa, como o aumento do espaço para aviões rolarem (taxiway), respondeu apenas: "o mais breve possível".

 

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