Accionista entende que cancelamento de voos da TAP na época da Páscoa "é natural"

O accionista da TAP Humberto Pedrosa disse hoje que a transportadora aérea "está muito forte" e "a crescer com muita solidez", considerando que o cancelamento de voos neste período "é natural", rejeitando que esteja relacionado com "possíveis greves".

"Que eu saiba não temos nenhuma greve de pilotos prevista. É natural que existam cancelamentos de voos nesta altura. No período da Páscoa há muito movimento. Temos tido problemas de congestionamento em outros aeroportos e isso gera atrasos e algumas vezes cancelamentos", disse o empresário Humberto Pedrosa.

Nas últimas semanas foram noticiados cancelamentos de voos da TAP, uma situação que gerou perguntas ao Governo por parte de vários partidos.

Confrontado com este retrato, Humberto Pedrosa, que participava esta tarde na cerimónia que marcou o início da subconcessão para a operação e manutenção do Metro do Porto para o período 2018-2025, desvalorizou a situação e garantiu: "A imagem da TAP está muito forte. A TAP está a crescer com muita solidez".

Também questionado sobre quando serão divulgados os resultados da companhia aérea relativos a 2017, o acionista apontou que essa apresentação poderá ser feira "na assembleia que decorrerá ainda em abril".

Já convidado a comentar a escolha de Antonoaldo Neves para a liderança da transportadora aérea portuguesa, Humberto Pedrosa considerou que foi escolhida "a pessoa certa".

"É uma pessoa jovem, com muita vontade, experiência, muita disponibilidade e que gosta da companhia. Vamos renovar e levar a TAP para um patamar que a TAP deve estar", disse o acionista da TAP.

Antonoaldo Neves foi escolhido em 31 de janeiro para suceder a Fernando Pinto no cargo de presidente executivo da TAP, tendo sido aprovado pela unanimidade dos acionistas numa assembleia-geral que decorreu em Lisboa.

O Estado português, através da Parpública, continua a ser o principal acionista da TAP (50%), estando o restante capital na posse do consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, que detém 45%, e dos trabalhadores (5%).

 

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