Cuba não é só praia

A embaixadora de Cuba em Portugal diz que o país está empenhado em captar mais portugueses, que aumentaram quase 7% em 2017 e que demonstram cada vez mais interesse nas ofertas "para além da praia". 

Mercedes Martinez Valdés disse à Lusa que, depois dos anos da crise financeira, durante a qual as viagens para aquele país também "baixaram", Cuba está a "a recuperar" turistas portugueses. 

"Em 2013 foram a Cuba 9.900 turistas portugueses. Já em 2017 visitaram-nos 27.700, um crescimento de quase 7%", face a 2016, afirmou.

No total, Cuba recebeu no ano passado, segundo a embaixadora, 4,7 milhões de turistas - número que poderia ter sido mais alto, não fosse o Furacão Irma - e em 2018 quer "chegar aos cinco milhões", contando com uma contínua recuperação, nomeadamente do mercado português. 

Para isso, sublinha, "estamos a promover o nosso destino com todas as variantes que apresenta".

Cuba esteve na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu até domingo, para "promover diferentes destinos dentro da própria Cuba", através dos 'stands' de parceiros, como a Sonhando, Solférias, MSC Cruzeiros e outros.

"Queremos promover a autenticidade do destino Cuba, não só como destino de praia, como de campo, mas também o turismo cultural e histórico. Estamos a promover ainda o destino de saúde. Quem quiser ir para Cuba fazer um 'checkup’ estamos ao dispor. Inclusivamente, abrimos em Varadero uma sala para atender os utentes que tenham necessidade de fazer diálise. Podem tirar férias e fazer estes tratamentos lá", disse Mercedes Martinez Valdés à agência Lusa.

Questionada se a principal motivação dos portugueses nas viagens turísticas a Cuba ainda são "a praia", a embaixadora disse que essa continua a ser "a principal" razão, mas que para além desta oferta do destino, nota-se cada vez mais idas para locais de cultura, como "Havana, Trinidad, Villa Clara, onde estão os restos de Che Guevara, bem como para Cienfuegos [...]", entre outros.

"Já há quem chegue a Santiago de Cuba. Os portugueses começam mesmo a diversificar. Já estão a conhecer as opções culturais do destino que há em Havana, estão a querer conhecer essa faceta. Cuba não é só salsa. Temos música clássica, ballet, teatro. E nota-se outro interesse, que não só praia", acrescentou ainda. 

Sobre a falta de um voo direto para Cuba, diz que "quando houver possibilidade" esse "é um objetivo", mas reconhece que "não é para hoje". 

"Gostaríamos de ter, mas sabemos que, para já, não há possibilidade. Não depende de nós, mas sim das companhias aéreas. Para este ano, sabemos que não há aviões, mas quando houver essa possibilidade, acho que quer para Cuba, quer para os portugueses, será uma oportunidade boa", afirmou a embaixadora de Cuba em Portugal.

Assim sendo, lembra que para além dos "voos 'charter'", pode-se sempre ir para Cuba "via Madrid, assim como de cruzeiro". 

"Há muita oferta para isso", conclui.

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