Actividade na hotelaria mantém desaceleração

Madeira com o aumento mais modesto, inclusive com diminuição nas dormidas de residentes no país

Agosto foi um mês positivo para a Hotelaria madeirense, mas os registos divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que há um claro desaceleramento das dormidas, o principal indicador referenciado. Apenas 1,3% face a Agosto do ano passado e, no acumulado desde Janeiro, aproxima-se perigosamente de taxas de crescimento nulas, uma vez que só cresceu 1,8% nas dormidas.

Em termos de mercados, os residentes no país foram os que contribuíram para este desaceleramento da Hotelaria, uma vez que baixaram 4,2% face ao mesmo mês do ano passado, enquanto de Janeiro a Agosto regista-se uma quebra 1% das dormidas de turistas portugueses na Região. Os não residentes ou estrangeiros tiveram, aumentos acima da média, com mais 2,3% em Agosto e no acumulado de 2,2%. No global, a Hotelaria contou com 827,3 mil dormidas no mês mais forte do ano, enquanto desde Janeiro já acumula mais de 5,169 milhões de dormidas.

Quanto aos outros indicadores, apesar da variação das estadas médias e da taxa de ocupação-cama terem diminuído ligeiramente para 0,9% e 0,3% respectiamente, a Madeira continua a ter os valores mais altos do país, com 5,52 noites por turista e 82,8 taxa de ocupação nas unidades hoteleiras.

Salva-se o encaixe financeiro, uma vez que os proveitos totais ascenderam em Agosto a 47,8 milhões de euros (+6,3%), sendo que destes, os proveitos de aposento representaram 31,9 milhões de euros (+7,1%).

Última nota para o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), onde apesar do aumento de 66,5 euros em Agosto de 2016 para 70,4 euros em Agosto deste ano, os preços na hotelaria madeirense foram ultrapassados pelos dos Açores, que passaram de 60,8 euros há um ano para os 71 euros. 

A nível nacional "a hotelaria registou 2,4 milhões de hóspedes e 7,8 milhões de dormidas em Agosto de 2017, correspondendo a variações de 4,6% e 3,2% (6,0% e 4,7% em Julho, respectivamente)", informa o INE.

Segundo a entidade estatística nacional, "o mercado interno cresceu ligeiramente nas dormidas (0,5% face a 3,7% em Julho), enquanto os mercados externos registaram um aumento de 4,6% (5,2% no mês anterior)". Já a "estada média (3,2 noites) decresceu 1,3%. A taxa de ocupação-cama (74,8%) aumentou 0,3 p.p. Os proveitos totais desaceleraram ligeiramente para um crescimento de 12,3% (13,1% em Julho) e atingiram 502,8 milhões de euros. Os proveitos de aposento atingiram 393,0 milhões de euros e também desaceleraram, crescendo 13,2% (15,2% em Julho)", conclui o resumo.

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