Confederação do Turismo pede suspensão de restrições a autocarros turísticos em Lisboa

A Confederação do Turismo Português (CTP) defendeu a suspensão das restrições impostas pela Câmara de Lisboa à circulação de autocarros turísticos na zona histórica da capital, para reavaliar o impacto no setor.

Em comunicado, a CTP considera que "as restrições que a Câmara Municipal de Lisboa acaba de impor à circulação de autocarros de turismo em determinadas áreas da cidade têm um impacto negativo na atividade turística, nomeadamente junto das empresas que atuam no segmento MICE - Meetings, Incentives, Conferences, Exhibitions", isto é, dedicadas à organização de eventos para grandes grupos.

Para a confederação, a autarquia deve "suspender a medida, de forma a reavaliar o seu efeito económico e empresarial e ajustá-la no quadro de um diálogo aberto e construtivo com os agentes do turismo".

No final de julho, o município da capital informou ter proibido a circulação de autocarros turísticos com mais de nove lugares nos acessos à Sé e ao Castelo de Lisboa, visando evitar problemas para os moradores, ao nível do ruído e do congestionamento do tráfego, entre outros.

"Aquilo que pretendemos é que, se os circuitos turísticos estão todos regulamentados, os ocasionais não estão regulados e, portanto, há que regular a circulação dos veículos ocasionais de transporte de passageiros", disse na altura à agência Lusa o vereador do Planeamento, Manuel Salgado.

O autarca explicou que a Câmara já interveio "nas zonas que são críticas, nomeadamente acessos à Sé e ao Castelo, no eixo rua Jardim do Tabaco e rua Cais de Santarém, junto ao Museu do Fado", colocando sinais proibitivos.

"Depois, a partir de 01 de setembro, pretendemos condicionar a circulação na rua do Alecrim, Chiado, rua da Misericórdia, rua D. Pedro V, até ao Rato, portanto todo esse eixo", indicou.

Manuel Salgado informou, também, que "a um prazo mais longo, já certamente em 2018", a Câmara pretende "regular" toda esta área que fica compreendida "entre a Avenida Infante Santo, Estrela, Rato, Rua Alexandre Herculano, Avenida da Liberdade até à Avenida Almirante Reis, e depois Praça do Chile, Praça Paiva Couceiro, até ao rio".

Citado pelo comunicado hoje divulgado, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, frisa que o crescimento sustentável do turismo na cidade, apoiado pela confederação, "estará sempre associado um modelo de mobilidade urbano eficaz e adaptado às necessidades da capital".

"Entendemos, contudo, que deverá ser procurado um equilíbrio na definição desse modelo, que não comprometa atividades económicas tão relevantes para o desenvolvimento socioeconómico de Lisboa como é o caso do turismo", acrescenta o responsável.

 

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